quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010



Em novembro de 2006, após voltar da épica viagem à Buenos Aires, eu fiz esse blog. Na época, ninguém além da Fada Roxa (agora Engenheira Civil e Química) tinha o endereço. De post em post, o blog foi modificando o conteúdo e a linguagem. Eu também mudei e, embora eu releia os antigos textos e não encontre nada atual, eu nunca apaguei uma vírgula. Agora todos os quase 200 posts estão hospedados aqui, com o intuito de encontrar uma melhor ferramenta e também colocar o wordpress na cara do blogger.


E pra dizer que lá nos idas de 2002 eu colocava todas minhas poesias no weblogger. Os tempos passam...



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Roteiro por Buenos Aires

No final do outono de 2006 eu decidi realizar uma viagem sozinha. Não coloquei uma mochila nas costas e nem pedi carona, já que não tinha tempo para os imprevistos de uma ‘‘mochilada’’ e, acima de tudo, era uma moça com seus 19 anos e, portanto, não me animaria e nem teria coragem de enfrentar as estradas do sul da América sozinha. Assim, de ônibus, saí de Santa Maria e fui até Uruguaiana. Por não me informar sobre os horários de ônibus da cidade fronteiriça do Rio Grande do Sul, eu cheguei na simpática e deserta rodoviária de Uruguaiana e tive que esperar longas dez horas para o próximo ônibus. Os taxistas e a trabalhadora da lancheria disseram que se eu atravessasse a ponte, e me dirigisse ao centro da cidade argentina de Paso de los Libres, eu pegaria um ônibus mais barato para Buenos Aires. Mas por ser inexperiente e ter receio, acabei ficando na rodoviária. Foram mais de oito horas de conversas com os taxistas e com os cambistas, que estranhavam uma moça viajar sozinha e sem nenhum objetivo concreto.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Carta para uma menina ruiva



Já é tarde demais para ser amado. Já não é mais tempo. Depois de certa idade a vida nos afaga de outro jeito. Para mim essa hora chegou cedo feito alvorada. Como chegaram todas as outras coisas. Minha vida foi sempre um trem que partia antes do horário, poupando os gestos de adeus na plataforma da estação. Não há mais tempo para esses amores que nos chamam, suspirando pelas esquinas. Talvez a estrada. Talvez o silêncio. Talvez um monastério perdido nas montanhas. Mas amor não há mais para nós. Amar não é mais permitido quando se rompe a intimidade das coisas. Antes virar bicho, estrela ou imensidão. Mando sinais, mas não há resposta. Já falei tanto de amor e hoje não o reconheço. São estranhas essas condições. Lá fora um casal sorri do outro lado da rua. Em meu peito só habita a estranheza. Alguém tirou a doçura de viver que eu tinha. Agora é só uma tarde eterna que se estende vagarosa. O calor me irrita. Logo não representarei mais nada, nem pra ela, nem pra mim. Todos cansam. Somos imperfeitos. Estou pronto para o fim.

Post resposta que meu querido mochileiro Damo, Felipe Damo, escreveu para mim.

Leia mais aqui. PS: nem tudo que ele escreve é triste assim. Prometo!

Post resposta que meu querido mochileiro Damo, Felipe Damo, escreveu para mim.

Leia mais aqui. PS: nem tudo que ele escreve é triste assim. Prometo!